quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Você veio

Sabe quando tudo fica em câmera lenta
As coisas já não acontecem como antes
Os dias já não passam tão rapidamente
As comidas não mais nos sustentam
As piadas já não são tão engraçadas
O por do sol deixa de ter o mesmo brilho
O pensamento fica disperso
O olhar fica perdido, rumo ao horizonte
Sim, tudo isso aconteceu
Não foi de graça, creio eu
Você veio, como quem não queria nada
E, pouco a pouco, promoveu alterações
Em minha pessoa outrora “normal”
Se antes não me imaginava estar com outro alguém
Agora fico mais distraído do que o normal

eEagora, como lidar?

quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que é o normal?

Essa pergunta me intriga desde sempre: o que é o normal? Quais são as interpretações possíveis para que algo/alguém seja considerado/a normal? É como uma receita de bolo, que seguindo exatamente as instruções, você alcança o objetivo? Talvez sim.

Agir, falar, pensar como a sociedade quer pode ser cômodo por um lado, mas ao mesmo fica uma pergunta no ar: é realmente o certo? é realmente aquilo que te faz feliz? Pode ser que sim, pode ser que não. Perguntas ao vento. Muitas. Interrogações me assombram.

A palavra "diferente" me acompanha há algum tempo. Talvez porque escolhi o caminho mais difícil: não seguir o padrão pré-determinado pela sociedade. Aliás, dentre os vários padrões,  nenhum me caiu muito bem. Eu sou tão difícil de aderir assim? Agora me senti ofendido.

Pensei em usar a palavra "marginal" pra me definir, mas pensei melhor: ela soaria mal, para o bem ou para o mal. Melhor evitar chateações posteriores, ou seria melhor encará-las?

Vejo o espelho. Pausa. O que é o belo? Ou melhor, por que de alguma maneira estou tão feio. Mimimi, você precisa se valorizar e tal. O espelho está aí te assombrando. Não pode negar, mas ao mesmo tempo precisa se recuperar e lutar. Lutar sem armas. Por sua vida.

Se o normal é ter gostos, estilos, pensamentos, atitudes predominantes, é melhor não o ser. Já existem comuns demais. Se ser normal é sair da faculdade empregado, seguir um folhetim clássico e manjado, melhor deixá-lo para outros. É o meu jeito de encarar o mundo.

Agora me deem licença. Preciso reescrever a minha história. Certo ou errado. C'est la vie.

Conflitos de segunda (ou domingo)

Não sei como começar o meu rabisco. Aliás, nem sei direito o meu próprio gênesis, o que também nem é tão importante assim para que o lê. Acabei de acordar: é segunda-feira. Muita gente fica enchendo o saco, dizendo que a segunda é isso, é aquilo, mas com sinceridade, o pior dia para da semana na minha humilde opinião é o domingo.

O que dizer de um dia em que são poucas as opções ao menos inteligentes de cultura e lazer, em que temos de aturar aqueles parentes e / ou situações potencialmente constrangedoras e ainda agir como se estivesse bem naquela droga, sem contar as “bombas” que assombram a tv aberta. Credo.

Vejo muito na internet as pessoas falando mal da segunda e fico pensando comigo mesmo: “Estão malucas?”. Todo começo de semana, por mais sonolento e entediante que seja, é um recomeço. Sim, caro leitor, recomeço. O encaro como uma forma de lutar por dias melhores. Maktub!

Falei que detesto o domingo. Realmente, prefiro muito mais uma segunda entediante, mas com maiores possibilidades de entretenimento do que um domingo típico de se passar raiva, sobretudo se acompanhado de familiares insolentes. Isso sim é o meu “inferno” particular.

Procuro ser positivista, tentar extrair algo animador no meio de tanta tristeza, juro, mas está ficando difícil. Dia após dia. As pessoas estão se abatendo por tão pouco. Mortes estão ocorrendo por motivos tão banais e fúteis. O amor ao próximo virou artigo de luxo. Medo.

Antes que eu anime de vez promovendo um “Muro de Lamentações” aqui, vou partir. Não sei como você, leitor, encara sua vida, mas faço uma sugestão: tente encará-la da melhor maneira possível, independente das pessoas e/ou situações. Não importa se você odeia o domingo ou a segunda e ainda se ama compulsivamente a sexta-feira. Seja digno de receber a felicidade em seus dois templos: o lar e o corpo.