quarta-feira, 5 de junho de 2013

O que é o normal?

Essa pergunta me intriga desde sempre: o que é o normal? Quais são as interpretações possíveis para que algo/alguém seja considerado/a normal? É como uma receita de bolo, que seguindo exatamente as instruções, você alcança o objetivo? Talvez sim.

Agir, falar, pensar como a sociedade quer pode ser cômodo por um lado, mas ao mesmo fica uma pergunta no ar: é realmente o certo? é realmente aquilo que te faz feliz? Pode ser que sim, pode ser que não. Perguntas ao vento. Muitas. Interrogações me assombram.

A palavra "diferente" me acompanha há algum tempo. Talvez porque escolhi o caminho mais difícil: não seguir o padrão pré-determinado pela sociedade. Aliás, dentre os vários padrões,  nenhum me caiu muito bem. Eu sou tão difícil de aderir assim? Agora me senti ofendido.

Pensei em usar a palavra "marginal" pra me definir, mas pensei melhor: ela soaria mal, para o bem ou para o mal. Melhor evitar chateações posteriores, ou seria melhor encará-las?

Vejo o espelho. Pausa. O que é o belo? Ou melhor, por que de alguma maneira estou tão feio. Mimimi, você precisa se valorizar e tal. O espelho está aí te assombrando. Não pode negar, mas ao mesmo tempo precisa se recuperar e lutar. Lutar sem armas. Por sua vida.

Se o normal é ter gostos, estilos, pensamentos, atitudes predominantes, é melhor não o ser. Já existem comuns demais. Se ser normal é sair da faculdade empregado, seguir um folhetim clássico e manjado, melhor deixá-lo para outros. É o meu jeito de encarar o mundo.

Agora me deem licença. Preciso reescrever a minha história. Certo ou errado. C'est la vie.

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